Terça-feira, 26 de Agosto de 2008

 

"... quando se reconhece que o ser amado é tudo menos perfeito, tal constitui um verdadeiro teste ao amor. Nunca pensei que me sentiria atraída por um homem que sofria de enjoos e, no entanto, ali estava eu, ansiosa por lhe ir buscar vinho com especiarias e por o embrulhar em algo que o aquecesse. (...) Eu fiquei ali sentada, a acariciar-lhe o cabelo e admirar a suavidade da sua barba castanha e a palpitação das suas pestanas. Sentia a cabeça dele, quente e pesada, no meu regaço e os seus braços, firmes, agarrando-me pela cintura. Senti aquele total contentamento que sempre sentia quando estávamos juntos. Era como se o meu corpo tivesse ansiado por ele, durante toda a minha vida, independentemente do que o meu cérebro pudesse ter pensado; e, por fim, tinha-o ali."

 

Philippa Gregory in Duas Irmãs, Um Rei



publicado por Dreamfinder às 10:12
Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

 

"Eu apercebi-me de que estava a sorrir quando a vi, de que sorria abertamente, apesar de ser a causa da minha família que se afundava, com cada palavra que ela pronunciava. Estava quase a sorrir de encantamento porque Catarina de Aragão estava a falar pelas mulheres do país, pelas boas esposas que não deveriam ser postas de lado, só porque o marido se interessara por outra, pelas mulheres que percorriam o duro caminho entre a cozinha, o quarto, a igreja e o dar à luz. Pelas mulheres que mereciam mais do que o capricho dos maridos."

 

Philippa Gregory in Duas Irmãs, Um Rei



publicado por Dreamfinder às 15:48
Domingo, 10 de Agosto de 2008

Para hoje, a proposta de um magnífico romance histórico:

 

Duas Irmãs, Um Rei

Philippa Gregory

(Civilização)

 

 

Aquele que é considerado pelo Daily Mail como o "romance histórico do ano" recria a história da famíla Bolena. Maria Bolena é uma jovem de 13 anos que vive na corte de Henrique VIII. O rei, casado com Catarina (princesa espanhola), rapidamente se deixa deslumbrar com a bela Maria. Perante a incapacidade de Catarina de gerar um filho barão e, assim, assegurar a descendência de Henrique, Maria é para a sua família um potencial tesouro a proteger e, sobretudo, a usar nos jogos de interesse da corte inglesa. Maria poderá ser uma fonte de títulos e regalias cedidas pelo rei. O afirmar da família Bolena perante todas as outras que travam a mesma luta.

Ao longo da obra, somos confrontados com o constante jogo de ambições e interesses em que vale tudo para chegar à cama do rei e ser a mãe do futuro rei de Inglaterra. Nesta corte, a amizade é uma fachada, puro interesse, as notícias divulgam-se rapidamente e os favores têm um preço. Além de Maria, existe a sua bela irmã Ana. De feitio bem mais difícil. Caprichosa  e explosiva. Determinada e ambiciosa. Capaz de passar por cima de tudo e todos para alcançar os seus fins. E decidida a roubar o trono à irmã.

Quando Maria percebe que a sua felicidade só será possível bem longe daquela perniciosa corte, ela tem de tomar uma decisão que irá contra o próprio rei e a sua família. Mas será tarde demais?

Um romance cativante e envolvente que nos reiventa a história das duas irmãs: uma história de amor, ódio, mentira, sexo, interesses, ambição e intriga. A não perder o livro para, depois, ver o filme!

 

"Ana estava numa barcaça, espalhando pétalas de rosa na corrente, posicionada na frente, como uma figura de proa, e eu vi que os olhos de Henrique não se desviaram dela. Havia outras damas no barco que estavam de pé ao lado dela e abanavam as saias, enquanto eram ajudadas a desembarcar. Mas só Ana tinha aquele modo deliciosamente tímido de caminhar. Deslocava-se como se todos os homens do mundo estivessem a observá-la. Caminhava como se fosse irresistível. E tal era o poder da sua convicção, que todos os homens da corte olhavam, de facto, para ela, e consideravam-na realmente irresistível."

 



publicado por Dreamfinder às 10:45
Quinta-feira, 10 de Julho de 2008

 

"  - Sou a Bolena mais jovem, mas não a menos importante. Sou casada co William Carey, um homem que ocupa uma posição elevada no favor do rei. Sou a favorita da rainha e a dama de companhia mais nova. Ninguém pode alterar esta condição. Nem sequer ela me pode tirar a minha posição.

   Ana e o meu pai foram atrasados pelas tempestades de Primavera e eu dei por mim, infantilmente, a desejar que o barco dela se afundasse e que ela se afogasse. Perante a ideia da morte dela, fui acometida por uma confusa pontada de aflição genuína misturada com júbilo. Quase não poderia haver um mundo para mim sem a Ana, mas o mundo mal chegava para as duas."

 

Philippa Gregory in Duas Irmãs, Um Rei

 



publicado por Dreamfinder às 14:39
“Um leitor é sempre um estudante do mundo.” Deborah Smith
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