Para hoje, a proposta de um magnífico romance histórico:
Duas Irmãs, Um Rei
Philippa Gregory
(Civilização)
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Aquele que é considerado pelo Daily Mail como o "romance histórico do ano" recria a história da famíla Bolena. Maria Bolena é uma jovem de 13 anos que vive na corte de Henrique VIII. O rei, casado com Catarina (princesa espanhola), rapidamente se deixa deslumbrar com a bela Maria. Perante a incapacidade de Catarina de gerar um filho barão e, assim, assegurar a descendência de Henrique, Maria é para a sua família um potencial tesouro a proteger e, sobretudo, a usar nos jogos de interesse da corte inglesa. Maria poderá ser uma fonte de títulos e regalias cedidas pelo rei. O afirmar da família Bolena perante todas as outras que travam a mesma luta.
Ao longo da obra, somos confrontados com o constante jogo de ambições e interesses em que vale tudo para chegar à cama do rei e ser a mãe do futuro rei de Inglaterra. Nesta corte, a amizade é uma fachada, puro interesse, as notícias divulgam-se rapidamente e os favores têm um preço. Além de Maria, existe a sua bela irmã Ana. De feitio bem mais difícil. Caprichosa e explosiva. Determinada e ambiciosa. Capaz de passar por cima de tudo e todos para alcançar os seus fins. E decidida a roubar o trono à irmã.
Quando Maria percebe que a sua felicidade só será possível bem longe daquela perniciosa corte, ela tem de tomar uma decisão que irá contra o próprio rei e a sua família. Mas será tarde demais?
Um romance cativante e envolvente que nos reiventa a história das duas irmãs: uma história de amor, ódio, mentira, sexo, interesses, ambição e intriga. A não perder o livro para, depois, ver o filme!
"Ana estava numa barcaça, espalhando pétalas de rosa na corrente, posicionada na frente, como uma figura de proa, e eu vi que os olhos de Henrique não se desviaram dela. Havia outras damas no barco que estavam de pé ao lado dela e abanavam as saias, enquanto eram ajudadas a desembarcar. Mas só Ana tinha aquele modo deliciosamente tímido de caminhar. Deslocava-se como se todos os homens do mundo estivessem a observá-la. Caminhava como se fosse irresistível. E tal era o poder da sua convicção, que todos os homens da corte olhavam, de facto, para ela, e consideravam-na realmente irresistível."
